quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

04.01 - SAÚDE

assistência médica

Tenho uma opinião pouco fundamentada nesta matéria, melhor seria nada escrever sobre isto, dirão muitos dos poucos que me lerem, mas penso que a rede de cuidados médicos deveria ser, como muitos defendem, uma estrutura piramidal. A saúde ou melhor, a falta dela, é sempre mais importante que tudo o resto, daí o seu apelo. No entanto defendo maior concentração de meios em menos espaços. Parece-me que um centro de assistência médica em cada um dos quatro núcleos de freguesias proposto, seria mais que suficiente, equipados com técnicos de saúde de várias especialidades. Faz bem ler, a este propósito, o Plano Estratégico para os Cuidados de Saúde Primários. De lá retirei o texto que se segue, com o qual plenamente concordo.

Os novos desafios na área da saúde, fruto de novos estilos de vida e hábitos comportamentais, bem como as novas exigências dos cidadãos, por uma maior consciência dos seus direitos, implicam uma diversificação dos Cuidados de Saúde Primários, tanto ao nível da prestação de cuidados de saúde como na forma de acessibilidade a essa mesma prestação.

Assim, impõe-se nos Cuidados de Saúde Primários o aprofundamento de uma cultura de análise prospectiva das necessidades, a médio e longo prazo, em cuidados de saúde das populações servidas pelos Agrupamentos de Centros de Saúde, tendo em vista a concepção e promoção de “novos” produtos e serviços. É também necessário promover o desenvolvimento de competências, tendo em vista o alargamento, o enriquecimento e o rejuvenescimento das carteiras básica e adicional de serviços, com novos serviços e cuidados de saúde, que resultem da integração de abordagens multidisciplinares e da aposta em soluções com vocação preventiva e curativa, mas especialmente focalizadas na modificação de comportamentos de risco e na aprendizagem e disseminação de práticas promotoras da autonomia dos cidadãos e combate às exclusões.

Um dos sintomas do mau funcionamento dos centros de saúde, muito referido, é a sensação que o médico de família tem de estar afogado em burocracias, sentindo-se, muitas vezes, impotente para se libertar do cerco de actos não clínicos. Por outro lado, é reconhecido, desde há muito, que uma das falhas mais óbvias do Serviço Nacional de Saúde tem sido a incapacidade de abolir as barreiras de índole variada, que são colocadas à circulação do cidadão entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares.


Unidades de Saúde Familiar de Porto de Mós:
USF1 Juncal: 5 médicos, 5 enfermeiros e 4 administrativos.
USF2 P, Mós: 4 médicos, 4 enfermeiros e 4 administrativos.
USF3 M. Aire: 3 médicos, 3 enfermeiros e 3 administrativos.
USF4 S. Ventoso: 3 médicos, 3 enfermeiros e 3 administrativos.

05.01 - EDUCAÇÃO

concentração escolar

Sou um convicto defensor da concentração escolar e da construção planeada de centros educativos de referência, que proporcionem os recursos em falta nas escolas de pequena dimensão e mesmo em algumas maiores. Se reforçarmos dizendo que estamos a falar de uma poupança de recursos materiais, físicos e, principalmente, humanos, percebemos que acontecerá uma resistência forte. Mas o grande mérito desta transformação é o ganho pedagógico e a fantástica oportunidade das crianças dos lugares mais pequenos e meios mais periféricos terem acesso às estruturas fundamentais nas escolas do século vinte e um, a biblioteca, o espaço internet, o pavilhão desportivo, o refeitório, bancos de ensaio. A criação de um Passaporte do Estudante poderia ajudar na disponibilização de espaços académicos e culturais e no incentivo e controlo na sua utilização, no conforto cientifico académico das entidades a envolver, que serão muitas. A organização dos próprios agrupamentos de escolas sofrerá um forte incentivo facilitador e esta transformação só pode acrescentar qualidade ao ensino. Os investimentos efectuados entre 2001 e 2009 em muitas escolas, do meu ponto de vista, não serão perdidos. As escolas são património municipal e todos já percebemos que aqueles espaços servirão, futuramente, outros fins de relevo, entre os quais se destacam os das colectividades ou entidades interessadas em estudar ou promover a marca Porto de Mós. Significa isto que se encontrarão, ali, espaços melhorados, em boas condições e, por isso, sem encargos de vulto para os novos utilizadores. Esperam-se projectos úteis e novidades no movimento associativo do concelho, na promoção ou na investigação, em que esta "revolução" possa significar uma realidade inteiramente nova. Mas, do ponto de vista educativo, devem esperar-se, também, mais alterações. A curto prazo muitas outras escolas encerrarão, a Carta Educativa, numa solução corajosa, assim o exige. A carta educativa lembra-nos, por outro lado, uma realidade sombria na evolução demográfica do município e, em particular, das freguesias a nascente, pelo que será altamente recomendável planear uma serena e útil concentração escolar, dando tempo para a mudança e criando incentivos que a premeie. De resto, uma organização escolar melhorada e uma adequada rede de transportes só podem ser factores de atracção de pessoas. Na minha perspectiva, não faltará muito tempo, também, para que uma vaga de gente comece a encontrar em centros maiores, mais concentrados e calculados, uma localização descansada, natural e bem servida de bens básicos, para morar junto à serra. É interessante perceber como a evolução em caminha o município tem peso na reorganização escolar e é bom entender que essa é a forma correcta de fazer planeamento e, principalmente, planeamento consequente. É bom ver que essa transformação, necessariamente acompanhada de outras medidas, cujo enunciado não cabe neste documento, se pode processar sem grandes clivagens, mas de modo firme.

05.02 - EDUCAÇÃO

matemática, minderico e música

Na cultura está o grande desafio do futuro. Uma sociedade mais culta terá muito mais qualidade de vida. Para além da criação de uma academia de matemática "Matemática é Fixe" para, de uma forma ligeira e apelativa, melhorar o desempenho escolar dos alunos do concelho nesta disciplina. A par da meritosa medida de ensinar o inglês nos primeiros ciclos, proponho a introdução de mais duas disciplinas: a de música, a única coisa do planeta que não conhece fronteiras, em toda vida escolar obrigatória obrigatória, ou uma disciplina ligada às artes ou aos trabalhos manuais, e uma actividade desportiva, no mesmo sistema que funciona o actual inglês. Para além disto é urgente preservar o Minderico, também conhecido por Calão Mirense, fazer-nos sair do marasmo cultural e potenciariam o aparecimento de novos talentos.
E, ainda, TRAZER A ESCOLA PARA A RUA, misturando-a com os tecidos empresariais e com as organizações culturais ou desportivas.



INOVAÇÃO
laboratórios de ideias, oficinas itenerantes 
fábrica da criatividade

Porto de Mós poderia ser um excelente laboratório, com ferramentas para trabalhar uma nova identidade, que vai caracterizar a educação do futuro. Pretende-se aumentar a qualidade de vida das nossas famílias e alunos, pela concretização de acções que ensinam a ver, ouvir, sentir e ser, na construção de uma identidade educativa, social, familiar, local e cultural. Os estabelecimentos de ensino assumir-se-iam, assim, com uma identidade própria, como um território criativo, adaptando uma filosofia de trabalho que cativa, estimula e eleva o grau de exigência de educadores, professores, das crianças, dos alunos, dos animadores educativos, dos auxiliares e das famílias.

Por forma a concertar os projectos desenvolvidos no serviço de educação do Município de Porto de Mós, num modelo de intervenção que evidencia o papel da Criatividade no processo ensino-aprendizagem e que procura reflectir sobre a relação entre Educação e Arte, cabe bem uma Fábrica da Criatividade. Pretende sensibilizar e motivar os diferentes públicos para as temáticas da leitura, da ilustração, do design, da arte, do ambiente, da história, da escultura, da pintura, da imagem, do sonho... integrar momentos de partilha de conhecimentos e experiências, que estimulem o desenvolvimento da comunicação visual, integrando os diversos actores educativos nos processos criativos na educação.
A Fábrica da Criatividade poderia gerar um conjunto de iniciativas, com vista à promoção da criatividade, em duas zonas distintas:


  •    Na Escola, através da criação de projectos-acção, com intervenção directa de alunos, professores, animadores e famílias. 
  •    Na Comunidade com o desenvolvimento de um programa integrado de actividades lúdicas, artísticas e culturais, maioritariamente de itinerância dirigidas a crianças, jovens, adultos e famílias.

06.01 - CULTURA

cultura e desenvolvimento

Novos Desafios: A cultura como estratégia para o desenvolvimento.
Cada vez mais, as políticas públicas na área da cultura adquirem papel fundamental para a formação e sucesso de uma região. Espaço privilegiado para a construção da cidadania e da inclusão social. A acção cultural deve sempre ir além das necessidades imediatas do poder político e da eterna insuficiência de recursos financeiros.Neste sentido, os mecanismos de financiamento à cultura podem contribuir, de forma essencial, para a realização de projectos capazes de fomentar e estimular o desenvolvimento cultural, turístico e económico de um concelho, bem como promover a inclusão social através da formação cultural, do desempenho profissional, da criação de empregos e de riqueza. O trinómio cultura/lazer/economia deve assim ocupar um papel importante na difícil tarefa da superação das desigualdades sociais. Neste quadro pouco promissor, a cultura, a economia e o lazer impõem-se como ferramentas para a melhoria das condições de vida. Para o gestor público surge então a imperiosa necessidade de pensar o concelho em todos os seus aspectos concretos e simbólicos, económicos e sociais; exigindo de sua actuação, não apenas a habilidade técnica e política, para promover acções integradas e transversais, como também o conhecimento de novas metodologias derivadas das ciências económicas, indispensáveis para uma melhor gestão de recursos e para um estudo mais detalhado de cada segmento cultural. Dentro deste contexto, ficam as seguintes perguntas: Quais os paradigmas que balizam as actuais políticas públicas de cultura em Porto de Mós? Qual a eficácia e a eficiência dos projectos e acções realizadas? Que indicadores culturais satisfeitos? De que forma as políticas públicas de cultura poderiam contribuir para o desenvolvimento do concelho e da região? Que parcerias existem, ou em estudo, com entidades culturais para distribuição ou troca de bens e produtos culturais? Que visibilidade se tem dado à nossa marca? É tempo de dar os primeiros passos para a implantação de políticas culturais voltadas para o desenvolvimento, seja através do incremento ao turismo, da formação cultural e profissional e, mais recentemente, no incentivo as chamadas indústrias criativas. Que fazer da nossa história marcante, do nosso espectacular património natural, da nossa criatividade? Porque não a criação de capitais da cultura de âmbito regional?

06.02 - CULTURA

bienal de artistas

Por forma a promover Porto de Mós, no seu contexto sócio cultural, propõe-se esta Bienal de Artistas que passaria pelo convite a cinco artistas de nomeada, verdadeiras estrelas, das áreas de pintura/escultura, cinema/teatro, literatura, arquitectura e canto, a passarem uma semana, remunerada, no concelho de Porto da Mós, com eventuais patrocínios, com a obrigação de criarem qualquer coisa na área da sua arte, editável, sobre Porto de Mós, sua história ou suas gentes. A promoção deste evento, de baixos custos, traria enormes vantagens ao bom nome de Porto de Mós. Durante a semana desta bienal poder-se-ia promover uma iniciativa do tipo "ENTRE COPOS" que levaria as mais diversas expressões artísticas aos mais diversos estabelecimentos comerciais, de portomosenses para portomosenses, como se de uma invasão se tratasse.

'Por altura deste evento poder-se-ia editar uma colectânea municipal de textos, avaliados criteriosamente por júri qualificado, que poderia receber o nome de "DISPERSOS" capaz de trazer ao público as mais variadas criações literárias dos mais variados municipes, alvo de selecção criteriosa, em espaços bi-anuais, que assim veriam registados e perpectuados os seus trabalhos. Esta edição de dois em dois anos seria um enorme contributo para a cultura portomosense e uma grande pesquisa de talentos.


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bienal de semana da pedra

À semelhança do que já aconteceu no passado, promovido pelo PNSAC, este evento mereceria uma edição em bienal, num simpósio de arte escultórica, reservado a novos talentos mundiais, criteriosamente seleccionados. A seu tempo o talento afirmaria o evento e com ele o nome de Porto de Mós correria o mundo artístico. O município ao ficar com as peças enriqueceria de uma forma absolutamente espantosa e gratuita o seu património artístico. Não parece difícil associar a esta realização a competência científico-artística de uma escola superior de artes, que validaria todo o processo.

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06.03 - CULTURA

ciba - centro interpretação batalha aljubarrota

Desde que em 2002 se iniciou o processo de recuperação e valorização do Campo Militar de São Jorge, a Fundação Batalha de Aljubarrota verificou que o elemento decisivo para o sucesso da salvaguarda deste património era a criação de um Centro de Interpretação que apresentasse a Batalha de Aljubarrota ao público de uma forma rigorosa, instrutiva e cativante. Foi assim possível, através do diálogo com os Ministérios da Cultura e da Defesa Nacional, transformar o antigo Museu Militar no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, CIBA. Um projecto inovador que, tirando partido das novas tecnologias, relança este conjunto patrimonial e a vivência que podemos ter dele. A construção do Centro de Interpretação iniciou-se em Julho de 2005, tendo ficado concluída em Novembro de 2006. Posteriormente, em 2007 e 2008, foram instalados os equipamentos dos conteúdos de multimédia. Todos os espaços exteriores da envolvente do Centro de Interpretação e da área do terreiro da batalha, visitável, foram alvo de um projecto de arquitectura paisagista. Este projecto recuperou o espaço, permitindo uma leitura do que seria a mesma à data da Batalha Real, dita de Aljubarrota, mas também, proporcionar aos visitantes as condições necessárias para o fazerem de forma prática e confortável. O edifício do CIBA está dividido em três núcleos principais:

O Núcleo 1 - Espaço e Tempo da Batalha - dedicado às descobertas arqueológicas no campo da Batalha e à contextualização histórica do período onde se inscreve a Batalha de Aljubarrota proporcionando, ao visitante, uma orientação geral do percurso que irá efectuar. Neste primeiro núcleo o visitante irá confrontar-se com o Fosso Arqueológico, a única estrutura do campo da batalha que foi musealizada, e que permite ao visitante o primeiro contacto com o tipo de vestígios arqueológicos disseminados pelo campo. O Fosso Arqueológico integra o conjunto de defesas acessórias que se empreenderam visando o momento da batalha. Delas fazem parte um conjunto delato de fortificações como fossos, covas do lobo e abatizes.

O Núcleo 2 - A Batalha Real - consiste no espectáculo que é o ponto alto da visita do CIBA. Este espectáculo descreverá com rigor e grande qualidade, factos históricos relevantes, mas em muitos casos desconhecidos pelo grande público. A Batalha de Aljubarrota é aqui representada num espectáculo inédito onde se conjugam filme, imagens, som, luzes e efeitos especiais, produzidos numa escala monumental. Neste núcleo existem meios de multimédia até agora não utilizados em Portugal. A sala associada a este núcleo dispõe de capacidade para 90 pessoas, incluindo público com necessidades especiais, que poderão assistir á apresentação em três línguas diferentes, Português, Inglês e Castelhano, com recurso a audioguias.

O Núcleo 3 - Factos e Ficções da História - apresenta e descreve factos associados à Batalha de Aljubarrota e à sua época. Consiste numa exposição depois do espectáculo, onde se ajuda o publico a interpretar factos históricos relevantes, como as armas utilizadas, os ossos de combatentes que morreram na batalha, as tácticas militares utilizadas, as características dos combatentes e a actuação dos protagonistas. A Fundação da Batalha de Aljubarrota espera, a curto prazo, atingir os 100.000 visitantes por ano, para confirmar o CIBA como o melhor museu europeu da área cultural. É um potencial que merece a nossa inteira disponibilidade e preparação para bem receber todos estes visitantes e aproveitar esse enorme potencial para protagonizar o nosso concelho.
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06.04 - CULTURA

5 espaços culturais em 5 sentidos, num só corpo

Desde os chamados gabinetes de curiosidades renascentistas, a essência da história natural foi-se consolidando com o nascimento do museu e com o desenvolvimento dos de História Natural. Essa consolidação afirmou-se em práticas como: viagens de exploração, trabalhos de campo, classificação de colecções, catálogos de divulgação científica, actividades educativas e exposições. A presente abordagem pretende ressaltar a importância das instituições museológicas para os estudos da Paleontologia, pois os museus de História Natural exerceram um papel pioneiro na institucionalização de certas áreas de conhecimento como a Paleontologia, Antropologia e Fisiologia Experimental. Além disso, estes estudos no âmbito dos museus colaboraram tanto na especialização e modernização dos mesmos quanto no aparecimento da "new museum idea". Segundo este novo conceito o museu é um espaço divulgador da educação científica em diversas áreas, representado como um objecto que reflecte a identidade da sociedade sem uma ligação obrigatória a construções físicas. Entretanto, os nossos museus, e o nosso em especial, têm-se mostrado bastante antiquados, com problemas que vão desde a obtenção e manutenção do acervo até a realização de exposições temporárias ou permanentes. Quando analisamos as instituições de história natural percebemos que estas não têm conseguido acompanhar a nova concepção museológica e as mudanças da era digital, como as norte americanas ou de muitos países europeus. Apesar das diversas dificuldades existentes desde o nascimento do Museu como Instituição no século XVIII e o consequente desenvolvimento contemporâneo da Museologia e Paleontologia como Ciência, os museus contribuíram para a consolidação e institucionalização de ambas, auxiliando na difusão do conhecimento científico.Desde a pré-história, o ser humano, com seu instinto de posse, tem o costume de reunir ao seu redor objectos agrupados em determinada ordem, carregados de determinados valores. Alguns cientistas salientam que o interesse pelo antigo vem desde as primeiras culturas. É desta prática "coleccionista" que nasce o museu. Hoje o espaço museológico tem de ser vivo, metediço, e não mais um armazém morto de peças. A memória tem de estar ao alcance de todos os sentidos. Por isso este M5 - VIA HOMINIS é para ouvir, provar, tocar, cheirar e ver !

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06.05 - CULTURA



m5 | via hominis
conceito do projecto


A origem da palavra "museu" vem da Grécia antiga, "mouseion" ou casa das musas. Segundo a mitologia grega, as musas eram filhas de Zeus e de Mnemosine, divindade da memória. Suano, em 1986, escreveu que as musas eram consideradas "donas da memória absoluta, imaginação criativa e presciente, logo o "mouseion" era então esse local privilegiado, onde a mente repousava e onde o pensamento profundo e criativo, liberto dos problemas e aflições do quotidiano, poderia dedicar-se às artes e às ciências".


arte molhada
conceito do projecto


Para cultivar a arte na família, que tal uma mediateca, com várias vertentes, onde crianças e adultos se pudessem cruzar e onde qualquer morador ou turista pudesse requisitar um livro ou um jogo, com uma praça interior com wi-fi e ecrã gigante, numa espécie de centro de artes com uma piscina aquecida, tipo SPA, lá dentro. Diversão plurigeracional, em ambiente artístico, com manifestações ao vivo, desde a declamação de poesia, ao teatro e à pintura ou escultura. Tudo ao vivo tudo orgânico, tudo tocável.

06.06 - CULTURA

uma ideia para o novo espaço cultural

O novo espaço museológico, aqui proposto, que poderia chamar-se VIA HOMINIS e ter como lema Cinco Olhares - Cinco Sentidos, comportaria duas unidades distintas, uma de ar livre, na actual Central Termoeléctrica, a que seria restituída a sua memória industrial, com a reconstrução de parte da linha, fornos e coluna de refrigeração e onde seriam exposto o espólio mais “livre” do museu a par da locomotiva que alimentou de carvão e uma outra unidade, nova, moderna e de dois corpos, onde se instalaria o espólio de maior cuidado e todo o arquivo municipal, corpo castanho, e um conjunto de salas, de oficinas para estudos e de espaços para conferências ligadas ao museu.
O projecto contempla a requalificação da Central Termoeléctrica através da criação de novas valências que incluem um edifício novo e arranjos exteriores com a criação de espaços também musealizados. Uma vez concluído, Porto de Mós seria outro.
Destinado a ser um museu interdisciplinar, de abrangência territorial internacional, albergaria múltiplos usos, distribuídos de acordo com as especificidades dos espaços. Assim o edifício da Central Termoeléctrica funcionaria como espaço de evocação histórica industrial. O edifício novo receberia os cinco museus:


Casa da História Natural
Com vista a dar satisfação a um público cada vez mais exigente, impõe-se assim um novo projecto museológico que relance o Museu de História Natural de Porto de Mós. É fundamental, nos dias de hoje, recriar o espaço e adequá-lo ao material exposto, nos novos conceitos expositores. A vasta colecção recolhida e estimada por Francisco Furriel está quase ao abandono. Até uma tentativa de inventariação do seu acervo foi abortada, inexplicavelmente, no início de 2006. Urge de todo retomar esse trabalho, bem como redobrar a estima perdida. Um museu de história é mais que educar o olhar, é cultivar a inteligência no seu exercício observador, é tentar identificar uma lógica inerente ao real, é reconstruir, pela razão, os nexos que conferem coerência e rumo às coisas.

Casa do Barro
Um projecto que poderia contribuir para a dinamização da olaria de Porto de Mós e preservação da identidade local. O museu seria dotado de importantes valências que pudessem permitir a realização de actividades dirigidas à comunidade escolar, aos visitantes e à população em geral. A vertente museológica integraria uma exposição permanente que apresentasse, ao visitante, a olaria de Porto de Mós em retrospectiva, desde a recolha da matéria-prima até à pintura, passando pela modelação. Esta mostrar, cujo conteúdo remonta ao Neolítico, pretende valorizar e reconhecer o trabalho dos oleiros da região e o papel que a matéria-prima barro teve em todo o desenvolvimento do concelho, ao longo de muitos séculos de vida.

Casa da Pedra e do Vento
Numa região em que o calcário predomina, o objectivo do museu seria constituir um acervo representativo dos testemunhos paleontológicos e das obras de arte que, desde há muitos séculos, utilizam o famoso calcário da nossa região e, por outro lado, manter vivos os mestres artísticos e ofícios tradicionais que estão na sua origem, bem como focalizar a sua fortíssima ligação aos moinhos, cujas mós estão na base do próprio nome do concelho.

Casa da Indústria
Poderia possuir uma colecção permanente de peças, máquinas e documentos provenientes dos sectores mais representativos do desenvolvimento industrial de toda a região centro com particular destaque para o concelho de Porto de Mós, destacando-se a indústria têxtil, a moagem, a cerâmica, a extracção de pedra, a metalomecânica e a especialmente electricidade, um ícone deste espaço que mereceria capital relevo, tentando recuperar o primeiro automóvel português e as locomotivas Pedorido, muito relacionados com o local.

Casa da Arte Contemporânea
Quando é cada vez mais difícil ter acesso, nos museus e centros de arte dedicados à arte contemporânea portuguesa, a uma história activa da realidade nacional, este museu poderia afirmar-se como marco indispensável para esse conhecimento – um atento serviço educativo e uma programação coerente poderão ajudar-nos a alcançar esse desígnio. A criação de cursos de formação cultural e artística, informação e formação em torno de cada uma das iniciativas realizadas, edições de qualidade, visitas guiadas e centros de formação para públicos escolares, com actividades do mesmo tipo para público em geral e para públicos pré-especializados ou especializados, são indispensáveis. O conjunto de mecenas institucionais de grande prestígio, algumas empresas de referência Nacional, com especial relevo para a Fundação Calouste Gulbenkian, atraídos ao projecto, poderiam garantir a produção deste conjunto de iniciativas e transformar este museu numa poderosa máquina que ajudasse a acabar com a baixa cultura artística de Porto de Mós.

ARTE MOLHADA: Este novo edifício, funcionará na vertente mais vanguardista do conjunto cultural, mais ligado ao conceito de Arte Molhada - que poderá também assumir funções de multiusos - arrojado e interactivo, teria um átrio de acolhimento, um centro de investigação, arquivo electrónico municipal, mediateca especializada, um auditório de 150 lugares, uma área destinada a exposições temporárias, um centro de restauro, oficinas artísticas e, no coração do museu, uma pequena piscina, com testemunhos vivos e ao vivo das nossas artes. Enquanto que o Centro de Arte Contemporânea, dedicado à pintura, à escultura, à arquitectura, ao design, à fotografia e a outras artes emergentes, teria o acompanhamento técnico e a parceria da Fundação Calouste Gulbenkian.
A proposta teve como preocupação prioritária a explicitação dos valores patrimoniais do conjunto, da mesma forma que procurou responder, com uma solução adequada e flexível, às exigências programáticas de um museu vivo que apele aos cinco sentidos.
Num primeiro momento, a geometria elementar do novo edifício contrasta com a organicidade da envolvente, nomeadamente com o espaço histórico-industrial. Já dentro desse espaço, a rigidez aparente do invólucro, daria lugar a espaços interiores plenos, de onde saltam curvas e fluidez. Este volume é intersectado por um vazio coleante que atravessa todos os pisos, perfurando-os. O centro de cada piso teria uma forma única e diferenciada, de configuração sinuosa e orgânica, que resultaria num efeito luxuriante de formas profusamente iluminadas.

06.07 - CULTURA

parcerias museológicas

Conseguir uma rede de parcerias com todos os museus do país e com a Fundação Caloustre Gulbenkian para jornadas de exposições temporárias. A rede já existe e já houve contactos sob o patrocínio da Gulbenkian e a assessoria do Instituto dos Museus e Conservação:

- MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE LISBOA
- NATURAL HISTORY MUSEUM OF LONDON
- MUSEO DE HISTORIA NATURAL DE LA CIUDAD DE MEXICO
- NOBLE OKLAHOMA MUSEUM OF NATURAL HISTORY
- FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

06.08 - CULTURA


prémio calçada portuguesa

O actual Prémio da Calçada Portuguesa, com o Alto Patrocínio da Presidência da República, está a ficar desgastado e, por ser importante, merecia novo impulso. Para que possa contribuir de forma mais positiva para o bom nome de Porto de Mós, deveria dar-se-lhe muito mais força mediática e aumentar a sua remuneração, incluindo no regulamento a obrigatoriedade das obras a concurso terem qualquer coisa oriunda do concelho: desenho, matéria prima ou mão de obra.

06.09 - CULTURA

condecorações e prémios d. fuas

A gratidão é um sentimento notável e uma obrigação da causa pública. A vitalidade do Concelho justifica que o reconhecimento devido aos munícipes que se destacaram, ao longo dos anos, nos mais diversos sectores de actividade, com assinalado interesse municipal.
Os princípios que devem presidir à elaboração do Regulamento de Condecorações Municipais, já em minuta, contemplam uma perspectiva abrangente em termos da representação institucional do Concelho, e consagram a existência de um órgão consultivo de mediação de interesses que, embora subordinado ao executivo municipal, pudesse desempenhar as tarefas funcionais e operativas necessárias à organização anual da iniciativa.
Neste contexto, a composição do Conselho das Condecorações Municipais deveria reflectir o conjunto das forças políticas representadas na Assembleia Municipal, enquadrando-as com outras sensibilidades, personificadas em diversas personalidades convidadas para o efeito, dando assim garantias de transparência e equilíbrio a uma iniciativa que pretende ser um incentivo à participação e empenhamento dos munícipes e das instituições na vida colectiva do Concelho.
QUATRO GRUPOS DE CONDECORAÇÕES

1. Medalha de Honra do Concelho
2. Medalha de Mérito Municipal
2.1. Medalha Municipal de Mérito e Dedicação
2.2. Medalha Municipal de Mérito Cultural
2.3. Medalha Municipal de Mérito Empresarial
2.4. Medalha Municipal de Mérito Desportivo
2.5. Medalha Municipal de Serviços Distintos
3. Chaves da Vila
4. Prémio Prestígio D. Fuas
4.1. Ambiente
4.2. Artes
4.3. Economia
4.4. Inovação
4.5. Investigação
4.6. Letras
4.7. Memória
4.8. Solidariedade

1 - MEDALHA DE HONRA DO CONCELHO
A Medalha de Honra do Concelho, a maior condecoração municipal, em ouro, será atribuída a pessoas que se tenham destacado no exercício de actividades de interesse excepcional e altamente relevantes para o Município, e cujo nome tenha ficado ou esteja ligado à vida e à história do Concelho de Porto de Mós. Pode ser atribuída, em qualquer momento, a pessoas que pelas suas qualidades humanas, intelectuais, políticas ou profissionais, se tenham destacado no país e no estrangeiro, às quais o Município de Porto de Mós queira prestar a merecida homenagem, em sessão pública expressamente convocada para o efeito. Pode ser atribuída a título póstumo.

2 - MEDALHAS DE MÉRITO MUNICIPAL
A Medalha Municipal de Mérito e Dedicação será atribuída a pessoas naturais, residentes ou sediados no Concelho, que tenham contribuído de forma pública e notória, para o bem-estar das populações, para a promoção dos valores da justiça e da solidariedade entre os cidadãos e para a defesa dos direitos cívicos e sociais.
A Medalha Municipal de Mérito Cultural será atribuída a pessoas naturais, residentes ou sediadas no Concelho, que se tenham notabilizado na valorização das suas gentes, nas letras, nas artes, na divulgação de costumes e tradições locais, ou que tenham contribuído de forma destacada para a promoção da cultura.
A Medalha Municipal de Mérito Empresarial será atribuída a pessoas naturais, residentes ou sediadas no Concelho que, pelo seu desempenho e capacidade empresarial, revelada nos domínios da gestão, do comércio, da agricultura, da indústria ou dos serviços, tenham contribuído para a estabilidade social e para o reforço e inovação do tecido económico do Concelho.
A Medalha Municipal de Mérito Desportivo será atribuída às pessoas naturais ou residentes no Concelho, que se hajam notabilizado no domínio da formação desportiva ou que tenham contribuído de forma destacada para a promoção, divulgação e desenvolvimento do desporto no Concelho de Porto de Mós.
A Medalha Municipal de Serviços Distintos destina-se a galardoar as pessoas naturais ou residentes no Concelho que, no desempenho das suas funções, tenham demonstrado excepcional dedicação à causa pública e competência profissional ao serviço dos interesses dos munícipes.

As Medalhas terão três graus – ouro, prata e bronze – consoante a valia do mérito.

3 - CHAVES DA VILA
As Chaves da Vila seriam atribuídas, nos graus de ouro e prata, a pessoas ou entidades não residentes no concelho, como agradecimento de serviços prestados ou simplesmente como retribuição a visita importante.

4 - PRÉMIOS PRESTÍGIO D. FUAS
Os Prémios Prestígio D. Fuas, a atribuir de quatro em quatro anos, visam galardoar as pessoas naturais ou residentes no Concelho que, no desempenho das suas funções, se tenham distinguido, nos últimos quatro anos nas áreas atrás referidas.

06.10 - CULTURA

recuperações e reaproveitamentos

Para um concelho respeitador da sua história propõem-se as recuperações da Estrada Romana, dos frescos da Capela do Cemitério Velho, das pontes medievais do Rio Lena, da Forca, da Casa dos Calados, dos altares das igrejas de Alvados e de Serro Ventoso e da antiga Cadeia.
Para o actual Cine Teatro de Porto de Mós, a que se deveria dar o nome de João Marceneiro, em honra ao pioneiro do cinema em Porto de Mós, propõe-se mais uma valência, com a instalação, no piso térreo, de uma medioteca, que muito aproveitaria da proximidade do parque escolar da vila. No ex tanque de aprendizagem instalar-se-ia o Posto de Turismo, rasgado para o jardim e para o rio Lena, com uma sala de exposições temporárias, aberta às mais variadas artes e artistas, com relevo para as populares, vulgarmente designadas por artesanato.

06.11 - CULTURA

a casa da cultura

Na construção da meta que pretende atingir o Plano de Urbanização de Salvaguarda do Centro Antigo de Porto de Mós - num Trabalho do GTL da vila - a política dos três R's vem, por consonância, dar consistência a tudo isto. As linhas-força desta política são: Revitalizar no sentido de apoiar a manutenção dos espaços e edifícios de qualidade. Recuperar através do restauro de elementos construtivos e da aplicação dos materiais originais de construção, procurando integrar harmoniosamente as intervenções numa perspectiva de conjunto. Requalificar no sentido de enquadrar a imagem da obra nova, pela eliminação dos elementos considerados dissonantes, e de promover a parceria do munícipe com a Câmara Municipal nas intervenções, em prol do envolvimento de novos agentes sociais no processo da sua requalificação urbana. Desta feita, o projecto de reconversão do Edifício da Cadeia em Casa da Cultura de Porto de Mós aproveitará a localização privilegiada em que se encontra, próximo da zona central da vila, para que o edifício em questão, no seio do espaço urbano em que se integra, seja capaz de transpor o obstáculo que foi o seu uso primário, cuja inserção no espaço urbano foi pela punição e, por isso, altamente negativa. Com uma nova imagem e uma nova dinâmica de utilização, evoluia para a inserção no espaço urbano pela vertente da formação e da inovação.
A reconversão do edifício constituiria um espaço dedicado especialmente aos jovens. A CASA DA CULTURA seria um espaço fluído e polivalente, multi funcional, enquadrado na sociedade portomosense e com acesso às novas tecnologias e a produtos inovadores. A sua reconversão permitiria criar condições para que os jovens que residam, estudem, ou trabalhem no concelho, possam intervir socialmente, tendo ao seu dispor os balcões de informação geral, turismo, ambiente, escola, trabalho, ideias, oportunidades e Europa. Assente no princípio da Igualdade de Oportunidades, o projecto daria também uma atenção especial aos grupos mais desfavorecidos, nomeadamente deficientes e toxicodependentes no sentido de aí arrajarem ocupação qualificada e de procurarem emprego. O desenvolvimento de programas ocupacionais de tempos livres, de iniciativa própria ou em cooperação com a autarquia, parceiros estratégicos, clubes, associações, e outros, seria aqui privilegiado. Seriam ainda prestados aos jovens outros serviços de natureza diversa, encaminhamento para serviços específicos, formação em novas tecnologias, emissão do cartão jovem, reprografia e linha jovem e tanta outra coisa sempre a fervilhar. Este espaço viveria em comunhão estreita com o Parque de Ciências ECOMÓS e com o PLANETA DOS SONHOS, descritos neste trabalho
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06.12 - CULTURA

conceito do projecto

A memória do edifício ficaria “retida” na Cela que se fez questão de deixar no piso térreo, como testemunho da história do imóvel. Aproveitar-se-ia o “invólucro” do edifício mantendo as paredes exteriores e acrescentado o volume do auditório, a localizar na transversal à via pública, numa relação perpendicular com o edifício, permitindo que o palco tenha dupla exposição, para o interior e para o logradouro posterior, que seria alvo de requalificação para permitir actividades complementares de estar, convívio, espectáculos multimédia, etc. No rés-do-chão, além da cela, ficariam os serviços de administração, a secretaria, o bar, as áreas de arrecadação, as instalações sanitárias para o pessoal de serviço interno e para pessoas de mobilidade condicionada, os diversos balcões temáticos e o volume do auditório - ao qual estarão associados os camarins, os espaços para equipamentos electromecânicos e as circulações de acesso diferenciadas, à sala de projecção e tradução simultânea ou à tela do palco, que se prevê funcionarem também como alas de exposição. A ligação entre pisos será feita através de um elevador hidráulico e por circulação vertical, em que a mobilidade para todos foi uma preocupação presente, coerente com os objectivos de elaboração deste projecto. Os espaços exteriores reflectiriam a flexibilidade e a permeabilidade desta nova estrutura pelo que o logradouro adjacente à fachada principal seria convertido numa praça de lazer, que estabeleceria, através do próprio edifício, um novo percurso alternativo de ligação ao castelo.

06.13 - CULTURA

planta do piso 1

06.14 - CULTURA


planta do piso 2

06.15 - CULTURA

funcionamento

No edifício CASA DA CULTURA , existiriam três serviços distintos, mas interdependentes:
  • Centro de Oportunidades, composto pelos diversos balcões que poderão ser consultados através de pesquisa electrónica, telefónica ou personalizada: Balcão de Ideias, Balcão Turismo, Balcão Ambiente, Balcão Escola, Balcão Trabalho, Balcão Oportunidades e Balcão Europa.
  • Casa da Música, dividida por três salas, com instalações sanitárias, onde ficaria também instalada a sede da Banda Recreativa Portomosense.
  • Espaços Comuns, onde se localizariam os serviços administrativos, um bar com capacidade para pequenas refeições, as salas de direcção e de coordenação de todos os serviços e o auditório, com capacidade para cem pessoas que serviria todo o espaço.
De referir ainda, a existência de um pátio exterior para utilizar em diversas actividades ao ar livre. A dinamização das actividades na casa da cultura de Porto de Mós decorreria em parceria com entidades como: Câmara Municipal de Porto de Mós, Biblioteca Municipal de Porto de Mós, Museu e Arquivo Municipais, Ecoteca, Juntas de Freguesia, Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Região de Turismo Leiria/Fátima, Associação de Municípios da Alta Estremadura, Núcleo Empresarial Região de Leiria, outros núcleos empresariais, associações juvenis, associações de estudantes, associações cooperativas ou outros grupos organizados, clubes, federações, Vertigem - Associação para a Promoção do Património, Rádio D. Fuas, jornal O Portomosense, empresas, escolas de todos os tipos e graus de ensino, UNIVA Unidade de Inserção na Vida Activa, no apoio aos jovens que se pretendam candidatar ao primeiro emprego, tal como aos jovens desempregados ajudando-os na obtenção de ocupação laboral e na sua reinserção na vida activa, com outras entidades públicas e centros congéneres europeus.

06.16 - CULTURA

valências

O novo espaço cultural seria um local de encontro, de informação e educação, que reuniria um variado leque de assuntos informativos e de formação culturais, devidamente escalonados em “motores estruturados”, composto na sua maior vertente por um Espaço Multimédia. Este espaço multimédia, pretendia-se que fosse “aberto” a novas actividades de interesse público, ao nível da Ciência, da Arte, da Educação e da Formação, de forma a constituir um importante POLO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E PROFISSIONAL, integrador e reintegrador, que seria uma mais valia, na aquisição de conhecimentos e de competências pessoais e profissionais da sua população-alvo. Esta Rede Local de Informação facultaria a consulta de: dossiers temáticos, enciclopédias, livros e revistas de abordagem a temas como: alojamento, trabalho, serviço de voluntariado, actividades extra curriculares, lazer, turismo, ambiente e ainda ofertas em multimédia: navegação, acesso a correio electrónico, acesso a conteúdos de informação e pesquisa numa intra net alargada. Aqui se podia trocar tudo desde serviços académicos ou estudos encomendados por qualquer outra funcionalidade desta Casa da Cultura e vise-versa. O utilizador teria um código de acesso mediante registo prévio, que permitiria “comprar” conhecimentos, tempo de navegação, serviços plotter, impressão, scanner, fotocópias, multimédia a troco de serviços ou de conhecimentos. Este serviço seria disponibilizado para utilização dos computadores, material informático de apoio e acesso a meeting points de produtividade pessoal, num banco de troca de competências e saberes. Está prevista a isenção de qualquer pagamento a estudantes, ou grupo de investigadores, desde que o trabalho elaborado possa fazer parte e disponibilizado no banco interno de dados, a cyber biblioteca. A ideia seria conseguir auto-suficiência financeira, sem sobrecarga para a autarquia.

06.17 - CULTURA

a casa dos calados - memórias

A Casa dos Calados é uma referência no Juncal e para o Juncal. Lá tem todo o cabimento e conveniência a recuperação das suas memórias agrícolas, lagares de azeite e de vinho, e industriais, fábrica de azulejos e de louça decorativa. Com as novas tecnologias à disposição poder-se-ia reinventar o passado e fazer deste espaço um sítio de eleição e de aprendizagem. Houve, em tempos, uma tentativa, não concretizada, de concurso de ideias para este equipamento. Era de retomar este procedimento, para dotar o Juncal de um mimo que faria história e mudaria a vivência desta vila de largos recursos.



06.18 - CULTURA


uma ideia para a forca

A Forca poderá ter sido um monumento-referência do tal Porto de Mós justiceiro, uma lenda por provar que, em determinada altura da história, até deu jeito. A aplicação da justiça por meios acéfalos, da lei talianesa do olho por olho e do dente por dente, fez jus de dignidade séculos a fio. Urge mudar isto. Daí a intenção de ligar este espaço, talvez lendário, ao cemitério, vestindo-o de um sítio de meditação, com um monumento dedicado a todos os portomosenses mortos, onde se pudesse ler ou até rezar. Esta ligação permitiria desmistificar os cemitérios, despindo-os de lugares lúgubres, fazendo deles sítios intimistas de profundo respeito. Aquele espaço poderia receber a natural e necessária ampliação do cemitério e a construção integrada de uma casa velório, aberta a variadas crenças. O referido monumento poderia ser um mural, onde se iriam inscrevendo todos os nomes dos cidadãos que vão partindo, num memorial a todos os anónimos ou não anónimos, que vão moldando, tantas vezes com raro talento e baixo reconhecimento, a nossa terra.

06.19 - CULTURA


clique na figura para ver o mapa melhor

carta do património arquitectónico

Não é muito vasto o património arquitectónico mas é valioso. Algum dele já está estudado e por isso bem referenciado. Mas, no que respeita ao seu estudo atento e levantamento completo ainda há muito para fazer. Foi começada uma carta do património arquitectónico, para os sítios indicados no mapa acima, em 2004, que foi abandonada em finais de 2005, sem qualquer explicação que se veja. Seria urgente retomar a sua elaboração de fichas dos produtos com potencial arquitectónico até à actualidade. Um trabalho valioso, meticuloso e sério que poderia ser um instrumento forte do respeito e divulgação do património construído. O castelo, a sala de visitas do concelho, por excelência, poderia muito bem ser a charneira de promoção de todo este património, bem como dos outros patrimónios municipais. Com talento e com colaboradores formados para o efeito, podia estar aqui um bom motor da divulgação dos nossos valores, em rede com os outros grandes motores, nomeadamente o CIBA e as grutas, por serem os bens mais procurados.

06.20 - CULTURA

carta do património arqueológico

Porto de Mós e o seu património arqueológico, que contributo?

É comum referir o património arqueológico como um precioso tesouro a valorizar. Mas poucos são aqueles que estão dispostos a investir numa área que demora a apresentar resultados palpáveis. Trabalhar em arqueologia é caro e o retorno do investimento raramente é imediato e directo. Há alguns anos, a Câmara de Porto de Mós investiu na realização de uma Carta Arqueológica do concelho. É de crer que a sua publicação encontrará a oportunidade certa. Mas mais importante que a sua publicação, que não deixará de interessar alguns, será compreender que contributos este levantamento encerra no contexto geral do desenvolvimento do concelho.Trata-se fundamentalmente de um documento que identifica sítios com potencial arqueológico, locais específicos que devem ser protegidos de acções destrutivas, porque encerram conhecimentos do território do concelho e das suas relações com o mundo exterior ainda por desvendar. O património arqueológico identificado não é, na esmagadora maioria dos casos, passível de valorização imediata. Exige morosos e onerosos processos de investigação. E não é razoável escavar sistematicamente todos os sítios identificados. Seria incomportável como o seria a conservação dos sítios e do espólio. O património arqueológico de Porto de Mós, como o de qualquer outro concelho, deve esperar pela oportunidade certa para ser valorizado, pelo interesse dos investigadores e pelos recursos financeiros que se conquistem. Deve ser alvo de um estudo progressivo e não massivo. No entanto, só por si, a Carta Arqueológica de Porto de Mós revela-nos que existe um enorme potencial turístico a explorar e direcciona-nos para alguns eixos fundamentais. De facto, quando publicado o documento, será possível constatar que, na área do concelho, os sítios arqueológicos definem corredores de ocupação humana que coincidem com corredores naturais de circulação. Esses corredores, que atravessam a serra pelos vales de Alvados/Mira e de Serro Ventoso/Mendiga, foram, desde os mais remotos períodos de ocupação humana da região, as vias privilegiadas de circulação de pessoas e bens, de ideias e de progresso que culminaram nos dias de hoje e que nos explicam tal como somos. Esses corredores são simultaneamente das mais importantes unidades de paisagem do concelho, com maior potencial turístico e para a prática de actividades de ar livre. Neste contexto, o património arqueológico do concelho é um contributo, é mais um contributo a explorar pausada e inteligentemente e de forma integrada com outros aspectos valorativos do concelho: a paisagem cársica, a espeleologia, as artes e ofícios tradicionais, entre outras.

06.21 - CULTURA

congresso porto de mós

Realizar um congresso de quatro em quatro anos, de forma a correr todos os mandatos e no seu início, sobre um tema de vanguarda e com especialistas de reconhecido gabarito.
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07.01 - ACÇÃO SOCIAL

idosos

UMA REFLEXÃO:
Quanto à camada mais senior, verifica-se que é mais fácil criar depósitos de idosos - lares, centros de dia - do que tentar encontrar outras soluções que mantenham os menos jovens junto das suas famílias que, infelizmente, muitas vezes apenas os vêem como estorvo. Quantos em bancos solitários de jardins esquecidos? E... se alguém se sentar junto deles, em cinco minutos apenas, lá sai uma história de vida, tantas vezes rica e apaixonante. Bom seria aproveitar a memória oral e a riqueza de tantos sonhos, de tantas lutas, de tantos valores

07.02 - ACÇÃO SOCIAL

alguns números

Relatório do Inquérito GTL:
Espaços para os idosos: No seio de uma população que apresenta um índice de envelhecimento elevado, os idosos assumem cada vez mais importância e são assuntos que preocupam a população. Assim, vinte e três por cento dos inquiridos diz que não há nenhum espaço na sua área de residência que lhes seja dedicado e trinta e quatro por cento não sabe ou não responde, trinta e um por cento refere o lar, oito por cento o Jardim, cinco por cento refere o Largo de S. João e outros cinco por cento refere o Centro de Dia. A Praça da República é referida por dois por cento dos inquiridos e outros tantos a Casa do Povo. Quanto a estes espaços satisfazerem ou não, quarenta e cinco por cento dos inquiridos consideram que não e vinte cinco por cento consideram que sim.Mais adiante pode ler-se:Nesta área, os inquiridos consideram que faz falta actividade comunitária, em que os idosos possam cooperar, num valor que ronda os quarenta e três por cento. Vinte e seis por cento diz faltar um centro de dia e dezoito por cento um lar, com a particularidade de, muitas vezes, se referiam a um lar com a particularidade de acolher acamados, por disso sentirem necessidade. Curiosamente há também quem refira a falta de um centro de noite, onde os idosos pudessem pernoitar, uma vez que é a noite que traz mais solidão e é aí que se sentem mais sozinhos em casa. Uns três por cento indica a falta de apoio domiciliário, reforçando a ideia de que é importante que este se estenda, também, ao fim-de-semana.

07.03 - ACÇÃO SOCIAL

anseios

Uma leitura atenta ao relatório dos inquéritos, feitos no âmbito dos Planos de Urbanização de Salvaguarda, podemos ler:
... os equipamentos de apoio social, como centro de apoio a toxicodependentes e a deficientes, são também considerados necessários, quarenta e um por cento. Quarenta por cento dos inquiridos dizem haver falta de patrulhamento. Vinte e nove por cento mencionam falta de comércio e serviços como, por exemplo a falta de uma farmácia ou de caixa multibanco. É curioso verificar que entre os que dizem fazer falta comércio, apenas vinte por centocompram fora do local de residência. Como a falta de patrulhamento parece contrastar com a segurança que dizem existir, é importante determo-nos um pouco à volta deste fenómeno. Alguns inquiridos relatam terem sido alvo de assaltos. Alguns mais idosos falam mesmo do medo que sentem quando estão sozinhos em casa ou da preocupação que têm em fechar tudo quando saem. A comparação dos dias de hoje com outrora traz-lhes preocupação. Claro que para o cidadão comum dum pequeno tecido urbano como Porto de Mós, é preocupante a pequena delinquência. Por isto não nos podemos esquecer que quando falam na necessidade de patrulhamento, os Portomosenses falam no sentido de evitar pequenos delitos que por si só são motivo de preocupação e perturbadores da tranquilidade que a maioria dos inquiridos é unânime em apontar como característica da Vila. Vários inquiridos dizem-se também preocupados com algum tráfico de droga que sabem existir.